Brasil (1912)
Em 1912 a Congregação decide abrir uma casa na pequena cidade de Botucatu (Estado de São Paulo), diocese recém fundada e ereta por sua Excia o Bispo Mons. Lúcio Antunes de Souza. D. Lúcio pediu à Congregação que se ocupasse da educação no interior do Estado, onde havia uma numerosa mão de obra de imigrantes italianos. Ir. Antonietta Valentini, então Vigária Geral, partiu com outras duas Irmãs, Ir. Giuseppina Fantino e Ir. Elisa Varenna, para avaliar a situação e a ação a ser empreendida.
Após seu retorno à Itália, em março de 1912, as primeiras Marcelinas partiram de Gênova para o Brasil. O diário de Ir. Rita De Stefanis nos informa todas as emoções destas corajosas pioneiras.
Seguindo a tradição, as Marcelinas iniciam sua trajetória pautada nos ensinamentos do Fundador, abrindo escolas gratuitas para que as crianças de baixa renda tenham acesso a uma educação qualitativa. Partindo deste contexto histórico, a Obra Social Madre Marina Videmari em Botucatu- SP, atende crianças e adolescentes na Educação Infantil e Ensino Fundamental, anos iniciais, para que tenham uma base de formação sólida, pautada nos parâmetros curriculares nacionais, nos valores humanos e cristãos - conforme o carisma marcelino - para que sejam transformadores da realidade em que vivem e, consequentemente, da sociedade.
Para que o estudante consiga se desenvolver plenamente, contamos com uma equipe interdisciplinar composta de assistente social, psicólogo, coordenador pedagógico, psicopedagogo e enfermeira, que tem por objetivo apoiar o aluno bolsista em suas particularidades, auxiliando-o no enfrentamento das situações por ele vivenciada.
Os estudantes usufruem de atividades musicais, como a Fanfarra. Ainda dispomos de parcerias com diversos profissionais da área da ciência que nos auxiliam na garantia dos direitos, como clínicas oftalmológicas, médicos residentes da UNESP de Botucatu, óticas para doação de lentes de grau e armações de óculos e farmácias que fornecem medicamentos gratuitos.
Na Amazônia: a Amazônia é uma região que se estende por nove países da América do Sul; nela ainda encontramos a beleza original da criação. A generosidade dos seus rios, a exuberância das suas matas e a grandeza do seu solo despertam interesses diversos. Projetos econômicos alheios à proteção e à defesa da vida instalam-se em determinados locais e facilitam a formação de pequenas comunidades humanas, geralmente emigrantes, que sustentam tais empreendimentos. Numa dessas comunidades chamada Humaitá, no Amazonas, às margens do Rio Madeira, as Irmãs Marcelinas chegaram em 1973. Atendiam à população com atividades pastorais, socioeducativas e sanitárias, que permitiam condições de vida dignas e fraternas.
Os benefícios do trabalho foram reconhecidos também por comunidades vizinhas e em 1975 as Irmãs foram convidadas a ampliarem sua missão em Rondônia. Estabelecidas em Porto Velho iniciaram a missão com a administração de um “Leprosário”, onde doentes de hanseníase encontravam acolhida, conforto e dignidade. Hoje essa obra assumiu a condição de Hospital Geral, atendendo pacientes de várias regiões oferecendo tratamentos que melhorem a saúde e a vida social.
Onde a missão Marcelina chega, sempre se faz presente um projeto educativo: uma pequena escola, num cantinho do hospital, atendia às necessidades de alfabetização de pacientes e familiares. Continua hoje, fora da área hospitalar, uma grande escola em amplo espaço que favorece aprendizagem significativa para crianças e jovens da zona urbana e rural do Estado de Rondônia.
O projeto educativo expandiu-se: Uma creche para filhos de mães trabalhadoras, no centro da cidade de Porto Velho, hoje uma escola de educação básica para crianças. Uma escola na periferia, no bairro Marcos Freire. Outra, num município vizinho, Alto Paraíso. Assim, de demanda em demanda, são atendidas mais de cinco mil pessoas (crianças, adolescentes, jovens e famílias).
O fazer da educação Marcelina integra uma proposta de formação com a necessária visão cristã, onde a atenção à pessoa alimenta-se da força do Evangelho e proporciona cidadania e fraternidade. A missão das Irmãs Marcelinas na Amazônia está comprometida com a valorização e o cuidado da vida, da “vida plena” doada pelo Senhor do universo.
A missão das Marcelinas se estende também à Bahia – Terra Nova, onde as Irmãs colaboram com um centro educativo para crianças. Além da distribuição de alimentação, este centro oferece atividades formativas, Educação Intantil e elementar.
Em Sebastião do Passé, (Bahia) as Marcelinas estão presentes com atividades sociais e pastorais e, em particular, fazer a gestão da escola com Educação Infantil e anos iniciais do Fundamental.
A Associação de Assistência Social Eny Vieira Machado, localizada no bairro Itaquera, São Paulo, tem por finalidade a promoção da assistência social, nos segmentos de atendimento e assessoramento, bem como na defesa e garantia dos direitos dos beneficiários, de forma a atuar com foco na proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, no amparo às crianças e aos adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, bem como na promoção da integração ao mercado de trabalho, mediante a execução direta de projetos, programas e planos de ações correlatas, ou através de parcerias mantidas com o poder público. As modalidades de atendimento oferecidas pela Associação Eny Vieira são:
- Centro de educação infantil (atende 363 crianças de 0 a 4 anos)
- Centros para crianças e adolescentes (atende 540 de 06 a 14 anos e 11 meses)
- Centro para Juventude (atende 60 de 15 a 17 anos e 11 meses)
- SASF – Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Básica no Domicílio (atende 000 famílias)
México (1984)
Em Bolaños, o Centro M. Anna Sala oferece a umas cem crianças o almoço, um período de jogos e o contra turno da escola.
A face sorridente de tantas crianças felizes, confiantes num amanha melhor, recompensam as fadigas cotidianas das Irmãs, direta ou indiretamente empenhadas nesta obra educativa.
- Maria de Los Cocos: recentemente, desde agosto de 2020, duas Irmãs de Querétaro se ocupam da evangelizaçao dos habitantes de S. Maria de Los Cocos, uma população de aproximadamente 459 habitantes que vivem na pobreza e sem instrução.
A fundação na Albânia (1996)
Desde 1995 as Irmãs Marcelinas levam sua ajuda fraterna a quem delas necessita, no coração de Saranda, na Albânia do sul.
A necessidade e urgência de acolher as crianças na idade pré-escolar, em um ambiente que permitisse a elas uma formação adequada, deram lugar a uma Educação Infantil sempre mais frequentada.
Desde 2005/06 algumas crianças e jovens do Ensino Fundamental freqentam o contra turno. De segunda a sexta, no Centro. Trata-se de jovens com realidade familiar desajustadas, que não permitem a eles um ambiente adequado e tranquilo para estudar.
No mesmo ano, foi ativada também uma mesa para crianças da escola elementar que se enconram em situação de grande necessidade. Essa obra é mantida exclusivamente com as ofertas que chegam ao Centro.
Desde a fundação é benéfico também um ambulatório no qual uma Ir. Marcelina e um médico albanês oferecem sua competência profissional no âmbito da assistência sanitária gratuita para as pessoas com dificuldade econômica de Saranda.
Os jovens e os adultos que solicitam são preparados, durante um tempo adequado, à recepção dos Sacramentos.
Durante o mês de julho, dada a necessidade de retirar, o mais possível, as crianças e os jovens da estrada, se organizam, com a ajuda de muitos voluntários, uma colônia de férias.
Além disso foi idealizado um projeto de bordado para dar trabalho às mulheres desocupadas e em dificuldade econômica e se efetivou um projeto de artesanato para ajudar os jovens a ter uma possibilidade de trabalho.
Uns dez jovens participam, a partir de 2020, em um projeto de ecologia integral
África – Bénin (2007)
Em outubro de 2007, após a decisão tomada no XXIV Capítulo, abriu-se a missão em Bènin, com início do primeiro ano escolar em Golo Yekon, vilarejo a 20 km. de Cotonou.



