Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina
A educação

 

1. Finalidade da fundação do Instituto educativo das Irmãs Marcelinas

“As Irmãs Marcelinas surgiram na Diocese e cidade de Milão, quando ainda não havia Institutos religiosos para a educação da juventude... As Irmãs Marcelinas começaram a ter escolas e internatos, unindo o melhor dos métodos e das ciências modernas à cultura cristã, de acordo com os princípios e práticas católicas... Mons. Biraghi, estando em Milão, sentia grande pesar por tão grave e universal deficiência na educação. Com o auxílio de Deus, pensou na possibilidade de constituir um corpo religioso que unisse o método e a ciência exigidos pelos tempos e pelas leis de ensino, ao espírito cristão e às práticas evangélicas” (Const. [56]).

 

2. A finalidade da educação

“O fim do Instituto é não só a santificação das Religiosas, mas também o bem do próximo e, especialmente, a educação da juventude...” (Regra 1853, pág. 37).

“O fim para o qual, com a graça de Deus, foi instituída esta pia Congregação, foi o de educar bem as meninas, de cuja formação cristã e civil depende, em grande parte, o bem da Igreja e do Estado” (Regra 1853, Prólogo – pág. 8).

“Fiquem-lhes bem gravado na mente que o objetivo principal da educação é formar almas virtuosas e santas” (Regra 1853, pág. 78).

 

3. A importância da educação

“Sendo a Educação das meninas o fim principal para o qual foi fundada esta Congregação, as senhoras todas, filhas queridas, deverão estar bem persuadidas da grande importância dessa vocação e procurar ser-lhe fiéis” (Regra 1853, pág. 40).

“Estimem sua missão, cumpram-na com zelo e amem suas alunas com um amor santo. Oh! Se as senhoras as amarem em Jesus Cristo, não sentirão o peso que às vezes esse ofício traz consigo” (Regra 1853, pág. 77).

“Uma professora pode, às vezes, causar mais impressão que um pregador” (Regra 1853, pág. 78).

“Recomendo-lhes o catecismo na paróquia e a instrução de qualquer moça que as procure ou lhes seja enviada pelo vigário” (Regra 1853, pág. 61).

“Oh! Linda tarefa (catequizar) que as torna missionárias e apóstolas de Jesus Cristo!” (Regra 1853, pág. 62).

“Aqui vocês têm [...] o grande merecimento de bem educar a juventude” (Carta, 14/11/1838, vol. I, pág. 95).

“Felizes as Marcelinas que, cumprindo com zelo e perseverança essa missão santa e fatigante, terão no céu, além do prêmio das virgens, também o dos Apóstolos e Mártires” (Regra 1853, pág. 41).

“Felizes as senhoras que têm ao seu alcance os meios para fazerem a felicidade de tantas almas, para melhorarem a sociedade humana e adquirirem assim tantos méritos para o céu” (Regra 1853, pág. 25).

“Insistam muito [...] sobre a liberdade do ensino e da educação” (visita ao Conde Gabrio Casati, presidente do governo provisório – Carta às suas filhas espirituais, 2º vol).

 

4. Os meios educativos

“O ofício do educador é santo, difícil e exige muita habilidade, exemplos edificantes, desinteresse absoluto e sacrifícios contínuos” (Regra 1853, pág. 8).

“Entretanto, essa missão é verdadeiramente difícil e penosa. Por isso, além da oração contínua, requer muita vigilância, jeito e firmeza em princípios sadios” (Regra 1853, pág. 41).

“... além das virtudes religiosas, as Irmãs deverão procurar adquirir aqueles dotes civis e sociais que são necessários para educar bem. Em primeiro lugar, é necessário que todas tenham uma instrução sólida. Cada uma, pois, segundo a própria capacidade e de acordo com a determinação da Superiora, procure adquirir os conhecimentos necessários para a sua integração no Instituto” (Regra 1853, pág. 38).

“... reflitam as Religiosas que estas ciências são por si coisas inocentes e honestas e, entretanto, meios e instrumentos para realizarem um grande bem [...] Com aqueles conhecimentos hão de ensinar as alunas a se ocuparem utilmente, a servirem de modo melhor as suas famílias e a se fazerem respeitar em qualquer situação” (Regra 1853, pág. 38).
“O mundo exige ciência e as Religiosas, virgens prudentes, servem-se da ciência para vencer o mundo” (Regra 1853, pág. 39).

“Toda ciência sem humildade é vaidade” (Carta nº 198, pág. 299).

“Não se reputem teólogas, mas considerem-se simples discípulas na escola do grande Mestre Jesus Cristo” (Regra 1853, pág. 40).

“As senhoras devem haurir os princípios sãos nos ensinamentos da Palavra de Deus e da Santa Igreja” (Regra 1853, pág. 42).

“Seguindo o exemplo dos Apóstolos, tenham também a peito ensinar o catecismo, pois o catecismo salvou o mundo e só ele pode salvá-lo de novo. Na escola, entre os trabalhos, nos recreios, tenham sempre presente o divino Salvador, que sentado entre as crianças, no meio dos ignorantes, ensinava-lhes com grande paciência e simplicidade” (Regra 1853, pág. 25).

“... levem-nas de vez em quando ao hospital, para que vejam os doentes e conheçam seus problemas de corpo e de alma. Contem-lhes, em ocasiões oportunas, acontecimentos e fatos verdadeiros e práticos, próprios para torná-las conscientes e reflexivas e para não serem enganadas pelas seduções do mundo” (Regra 1853, pág. 50).

“Procurem tornar agradável às alunas esse exercício de caridade, para que se acostumem a fazê-lo também mais tarde e para que, vendo as misérias deste mundo, tornem-se criteriosas e achem bom o estado em que Deus as colocou” (Regra 1853, pág. 61).

“A essas alunas convém dar conselhos sobre a escolha de estado. Em primeiro lugar, façam-lhes compreender que as jovens, atingida a idade conveniente, por quanto depende delas, devem decidir-se para um estado ou colocação. Pois, ordinariamente, passados os anos floridos, ficando em família, acham-se como que abandonadas e se dão depois a melancolias e mau humor” (Regra 1853, pág. 50).

“Enquanto enriquecem a inteligência de suas alunas com conhecimentos humanos, tenham como objetivo formar-lhes o coração ao amor à religião e à prática da virtude. E a tanto hão de chegar se as senhoras se conduzirem de forma tal que suas alunas tenham nas senhoras modelos a imitar. Conservem sempre o bom humor, sejam alegres, mas com dignidade; mostrem-lhes interesse pelo seu êxito e preocupação caso não venham a corresponder aos seus esforços” (Regra 1853, pág. 78).
“Saibam aproveitar as oportunidades enquanto lêem ou comentam autores para fazer-lhes notar o grande dom de pertencerem à Religião Católica e o dever de corresponderem a tal dom; a vaidade dos prazeres e das modas deste mundo, os perigos, as máximas erradas, os desenganos muitas vezes demasiadamente tardios” (Regra 1853, pág. 78).

“Na catequese tenham sempre em mira duas coisas: a instrução clara da mente e o cultivo do coração. Sobretudo, façam conhecer bem e amar Jesus Cristo. Oh! Linda tarefa que as torna missionárias e apóstolas de Jesus Cristo” (Regra 1853, pág. 62).

“Acima de tudo, procure formar as alunas num modo exato de pensar, insinuando-lhes o respeito aos pais, a reverência aos sacerdotes, a obediência às autoridades, familiaridade com ninguém, amor à fadiga e à vida frugal, séria, ocupada; a compaixão pelos pobres, a humildade com todos, a sinceridade e generosidade de alma, uma piedade sólida e fervorosa. Corrija com amor e firmeza. Procure formá-las criteriosas, reflexivas, de bom coração” (Regra 1853, pág. 76).

“Finalmente, façam com que as alunas percebam que as Irmãs lhes querem verdadeiramente bem a fim de que, nas necessidades futuras da vida, tenham a confiança de abrir-lhes o coração e de acolherem um bom conselho de suas madres educadoras” (Regra 1853, pág. 51).

“Nunca se abandone o método abençoado até hoje de estar sempre entre as alunas, nos dormitórios, no refeitório, no recreio, pois elas se formarão melhor com os bons exemplos do que com muitos preceitos” (Regra 1853, pág. 46).

“Esteja sempre no meio delas durante o recreio, não durma, não se entregue à leitura pessoal e não se afaste para rezar. Busque, ao invés, ocupar as alunas com divertimentos honestos e sugira-lhes vários passatempos. Esteja atenta para que não se entretenham com jogos proibidos, nem se exponham ao perigo de se machucarem. Procure, por todos os meios, defender a saúde e a moral das alunas. Faça, com habilidade, alguma surpresa: que estão dizendo? Que estão fazendo? Onde estiveram até agora?” (Regra 1853, pág. 75).

 

5. Aspectos negativos de uma péssima educação

“É exatamente este um dos vícios da educação de hoje: demasiada liberdade, moleza, uma igualdade mal compreendida, como se os rapazinhos de hoje já fossem adultos de juízo maduro. Qual será a consequência lógica? Que esses, não tendo aprendido a submeter-se, a respeitar, a quebrar a própria vontade, a carregar o jugo, quando adultos não conhecem obediência nem respeito e, ordinariamente, ensoberbecidos, enchem de amargura os dias de seus pais” (Regra 1853, pág. 46).

“Geralmente as meninas ricas são educadas numa vida demasiadamente cômoda e alheia a toda fadiga [...] Acima de todos os males, está ainda o pouco cuidado quanto à formação da jovem na verdadeira e sólida religião cristã, na modéstia, primeiro ornamento da mulher, na moral severa e humilde do santo Evangelho. Disto resulta, no máximo, uma certa bondade só de aparência, completamente humana” (Regra 1853, pág.41-42).

 

6. Considerações sobre o educar e o ensinar

“Creia-me: não há esforço nem penitência que aflijam tanto o corpo quanto a escola” (Carta nº 56).

“Considerem sem valor qualquer conhecimento ou ciência, qualquer trabalho que não vise diretamente a maior glória de Deus e o maior bem do próximo” (Regra 1853, pág. 25).

“E como os estudos profanos costumam tornar o coração árido e a mente dissipada, lembrem-se de que, no meio desses estudos, há maior necessidade de oração e de exercícios piedosos. Filhas, volvam frequentemente o coração à sabedoria eterna, Jesus, ao Divino Amor, que é o Espírito Santo, pedindo-lhe que, enquanto aprendem ou ensinam a ciência desta terra, Ele, o Senhor, as instrua na ciência do céu” (Regra 1853, pág. 40).

Questo sito utilizza i cookie. Continuando a navigare in questo sito, concordi con la nostra politica sui cookie.